A Importância da Rede de Apoio

Duas listrinhas rosas, beta alto... uau estamos grávidas! A partir dessa notícia normalmente nós mulheres passamos a ser as pessoas mais importantes da casa, da roda de amigos, do ambiente de trabalho... da família. E confesso, é muito bom ter 9 meses de rainha, né? Cuidados especiais, carinho, mimos, privilégios... tudo costuma vir junto com a barriga e é maravilhoso mesmo.

 

Mas não, em poucos casos basta o bebê nascer e todo esse reino encantado passa a ser um lugar só para o bebê, a mãe vai perdendo seu lugar de prioridade, justo no momento que ela mais precisa de acolhimento, acompanhamento. É claro que o bebê inspira cuidados especiais, é indefeso e dependente. Mas não se engane, a mãe (principalmente a de primeira viagem) é alguém que está nascendo outra vez e também encontra-se em um momento muito delicado. Tudo novo, certezas indo por água abaixo e um turbilhão de hormônios em conflito.

 

É muito comum (pelo menos comigo foi assim) acreditarmos em um superpoder, de que vamos sair da maternidade de calça jeans, resolvendo tudo, realizando todas as tarefas de mulher e agora mãe com maestria. Basta recebermos a alta do hospital para as coisas mudarem rapidamente de figura. Sim, a gente percebe que o superpoder de mãe existe, mas é construído devagar, aos poucos, dia após dia. E nessa hora descobrimos a importância do apoio, de ter com quem contar, da consultoria, do ombro amigo, do “deixa eu te ajudar” ... enfim de uma rede que nos ajude a começar a viver de forma mais leve, mais feliz.

 

Mas é muito importante não confundir rede de apoio com palpiteiros de plantão. Precisamos de mãos estendidas e que respeitem nosso tempo e decisões. Tempo esse que é muito próprio de cada mãe. Cada uma encontra uma forma mais confortável e possível de encarar a nova vida que começa com a chegada dos filhos.

 

Existem mães que preferem estar sozinhas, em suas casas e outras que precisam de gente por perto para se sentirem mais seguras. Pais, avós, famílias e amigos podem e devem desempenhar essa função de apoiadores. Mostrar-se disponível, ninar o bebê para que a mamãe consiga tomar um banho um pouquinho mais demorado, lavar a louça, elogiar ou até mesmo manter-se distante se essa for a opção da mamãe.

 

O que importa de fato é que poder contar com uma rede de apoio, seja ela longe ou perto traz uma sensação maravilhosa de que somos importantes com o bebê dentro e também fora da barriga. Saber que não estamos sozinhas nessa jornada loucamente prazerosa da maternidade dá outro significado para o momento que é mágico, mas também desafiador.

 

Quando nos tornamos mãe entramos em um barco que navega por águas rasas e profundas, oscilamos sentimentos muitas vezes durante o percurso, e sem dúvida se encontramos pessoas, parceiros para remar junto a navegação fica mais tranquila e o destino mais próximo.

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