#Agosto Dourado: Amamentação por Fernanda Catharino

agosto-dourado-amamentacao-por-fernanda-catharino

Minha experiência com a amamentação se resume em duas histórias completamente distintas, mas as duas com um ponto único em comum: a falta de apoio! Felizmente elas terminam com uma história de muita convicção e de muito amor!

 

Em 2008, resolvi que estava na hora de engravidar. Parei com com anticoncepcional e ..... surpresa! Como disse a atendente do laboratório pelo telefone: “positivasso” doutora! Felicidade plena! Detalhes listados e conferidos até o grande dia!

 

Naquela época trabalhava apenas em um UTI Neonatal de um grande hospital público. Meu dia-a-dia era cuidar de crianças graves e observava todos os dias a luta das mulheres para amamentar. Algumas com sucesso, outras não.

 

Por ironia do destino, meu filho nasceu e foi internado com 12 horas de vida na UTI Neonatal. Por lá, permaneceu dois dias inteiros em dieta zero e como era um bebê enorme, introduziram complemento alimentar logo assim que a dieta foi liberada para ele.

 

Meu primeiro questionamento foi: - "Mas por que não me chamaram?" – “Você estava descansando”. Me responderam. Meu filho era um guloso. Oferecia o peito e ele topava tudo. E eu também topava. Me mandavam dar o complemento e eu não me negava. Assim tivemos alta da maternidade e eu não consegui tirar o complemento. Não tinha coragem. Não tinha confiança em mim e me faltava apoio! Queria tanto apenas alimenta-lo com amamentação exclusiva, mas não encontrei a coragem que uma mãe precisa para vencer meus medos naquele momento.

 

Em 2013, engravidei novamente e prometi que seria diferente, porém meu momento profissional não ajudava muito. Nesta segunda gravidez, já trabalhava como pessoa jurídica e autônoma.

 

Sabia que teria que retornar a minha vida na correria muito antes do que desejava. Então, iniciei o aleitamento materno misto para meu pequeno com apenas 1 mês de idade. E assim fomos.

 

Mais uma vez me faltou apoio, incentivo e coragem, pois seria um processo que envolveria muitas pessoas, tempo para amamentar, cuidar do filho mais velho, ordenhar, congelar e ter alguém para alimenta-lo com este leite. Por falta desse apoio, assim segui mais uma vez.

 

O final feliz dessas duas histórias é que estudar o aleitamento materno e incentivá-lo passou a ser o objetivo da minha vida profissional após minha experiência pessoal.

 

Hoje tenho orgulho de dizer que incentivo sim, forneço apoio sempre que possível e amo fazer isso. E ainda afirmo que 95% do meu consultório é composto de crianças em aleitamento materno exclusivo e me orgulho demais por poder estar ali no momento em que as mães mais precisam de incentivo.

 

E por isso, apoio sim e sempre! Porque apoio, é fundamental!

Tags:

(*) Campos obrigatórios