Apoio da família nas primeiras semanas

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe e também um turbilhão de emoções. Na prática, podemos dizer que, neste período, nasce também um pai, uma avó, um avô e uma família.

Um bebê traz com ele muitas novidades. Mas como é difícil lidar com o medo e insegurança de não dar conta de tudo.

Muitas vezes, ficamos durante horas tentando fazer o bebê parar de chorar. Enquanto dorme, ficamos prestando atenção se ele está respirando. Enquanto ele mama, nos questionamos se está mamando o suficiente. Quando ele faz cocô, ficamos sem em dúvida se a coloração e a textura estão normais. Ficamos imaginando também se a quantidade de xixi está ok, se o bebê muito agasalhado, se deveria estar usando uma roupa mais fresca. E o banho? Como é difícil dar os primeiros banhos no bebê, principalmente se você estiver sozinha. 

Além de todas essas novidades, a recém-mamãe também tem que lidar com o puerpério, fase pós-parto em que a mulher passa por muitas mudanças hormonais, emocionais e físicas. Além de possíveis sangramentos vaginais e dor nas mamas – tanto pela pega errada do bebê, no começo, que pode provoca feridas e rachaduras, quanto pelo inchaço por causa da produção de leite que ainda não está controlada –, a mãe, muitas vezes, não consegue dormir direito, comer direito e, às vezes, nem tomar banho direito. No meu caso, já passei vários dias sem conseguir lavar a cabeça, pois os banhos precisavam ser tipo ninja, muito rápidos.

Por esses motivos, assim como outros tantos, é fundamental para a nova mamãe o apoio da família nas primeiras semanas.

Muitas mulheres contam, principalmente, com a ajuda de suas mães que, além do suporte em tarefas do dia a dia, acabam sendo fundamentais pelo apoio psicológico que oferecem sempre que a nova mamãe acha que vai desabar.

Infelizmente, nem toda mulher pode contar com essa ajuda.

Minha mãe, por exemplo, vive em outra cidade. Por isso, quem ficou comigo nas primeiras semanas foi o meu marido, que é um baita parceiro, trocando fraldas, ficando com o bebê enquanto eu descansava, dando banho, fazendo comida e ainda ajudando com os dois mais velhos.

O apoio dele foi fundamental, principalmente para que eu conseguisse prosseguir com a amamentação. No começo, eu chorava de dor e, muitas veze, achei que não fosse conseguir. Ele, então, me incentivou e me ajudou a não desistir.

Não gosto de dizer que ele ajuda, pois, para mim, ele faz parte da família. Então, digo que ele participa ativamente. 

Outro ponto é que a mamãe nessa fase está fragilizada. Por isso mesmo, é importante que ela receba incentivos e não críticas.

Se você for visitar uma mãe neste período e puder lavar uma louça, levar um bolo, ficar com o bebê enquanto ela toma banho ou descansa por meia hora que seja, ótimo! Mas se você vai para criticar, dizendo que a cozinha está bagunçada ou que não há nada gostoso para comer no café da tarde, não vá. Sério. O que ela menos precisa neste momento é de alguém que a faça se sentir mal.

Como tudo na vida, essas semanas pós-parto representam uma fase. Mas mesmo sabendo que logo irá passar, o apoio da família sem dúvida tornará esse período mais leve e tranquilo!

 

Tags:

Isabel Sánchez - 14/06/2018

Amei... é tudo isso e mais um pouco...outro dia dormi com a roupa do dia de tão cansada... só percebi quando acordei... meu marido tbm faz a parte dele e agora que esta longe faz uma falta danada... estou doida pra encontrar com vc... mas no dia a dia só a gente sabe como fica difícil se organizar rs

Lucia Trillo - 14/06/2018

Nossa Michelle...só muda as protagonistas, porque o resto é tudo isso mesmo.

(*) Campos obrigatórios