Por um Mundo Sem Comparações

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Pensa! Quando você vê um bebê com aquelas bochechas enormes e as coxas roliças, cheio de dobrinhas, você associa a que? Saúde, óbvio, não é? Bebê gordinho sempre foi igual a bebê saudável. Pois então, eu também achava isso. Desde os ultrassons eu ouvia que a Ana Luíza não tinha o perfil de um bebê gordinho.

 

Certa vez uma médica me disse até que ela seria tipo uma "Gisele Bündchen", alta e magra. Na época não dei bola. Mas depois fiquei preocupada. Mesmo sem querer formamos um estereótipo na nossa cabeça, e quando a criança não nasce exatamente daquela forma, já ascende um sinal de alerta.

 

Ana está com quase nove meses e hoje já me acostumei com as roupas larguinhas. Servem no cumprimento mas sobram nas laterais. Por mais que ela coma e mame, continua sempre do mesmo jeitinho. E olha que ela come bem pra caramba! Mas confesso, cheguei a buscar várias tabelas de peso, perguntei para outras mães, até me convencer de que cada criança é única.

 

Ana não é rechonchuda e pronto! Mas é tão saudável quanto. Por outro lado, aos oito meses ela já fica em pé sozinha. Aos dez provavelmente vai estar caminhando. O mais curioso é que a pediatra chegou a nos orientar para não comentar com outros pais, justamente por causa da comparação. E olha, comparação em qualquer etapa da vida é inevitável.

 

Nunca vi tão presente quanto na maternidade. É muito, muito normal ver uma mãe perguntando para outra com qual idade o bebê dela sentou, se já está engatinhando... E se o filho da outra fez tudo mais rápido, pronto! Já é o bastante para ficar agoniada e achar que tem algo errado com o nosso bebê. Calma! Quem tem filho sabe, aprender a lidar com as opiniões e palpites alheios faz parte da rotina. Desde a gravidez.

 

Alguém gostou? Certamente não. Então antes de criticar a titia que veio opinar, precisamos mudar. Antes de responder a altura para aquele comentário "Nossa, como ele é magrinho!", nós é que temos que aceitar nossos filhos como são.

 

Quer um conselho sincero? Não compare. Jamais compare! Cada criança é única. Tem seu perfil, seu jeitinho e o mais importante, tem seu tempo. Para engatinhar, andar, falar. Já vi criança de um ano falando e outras de dois que pronunciam poucas palavras. Bebê que andou com um ano e meio e outro antes dos onze meses.

 

O importante é saber se está saudável e feliz. Existem diversas tabelas de desenvolvimento, o chamado "normal", mas a verdade é que existe uma curva do crescimento. É a partir dela que o pediatra avalia o aumento de peso e altura. É ela quem vai dizer se está tudo bem.

 

Então esqueça os padrões. Não existe no mundo um bebê igual ao seu. E ele merece respeito, toda a sua paciência e ser aceito do jeitinho que é! Concorda?!

Wanessa - 08/08/2017

Concordo demais. Super me identifiquei com essa materia, meu filho tem 04 meses e ouço diariamente, até mesmo de parentes próximos, que o leite materno é fraco e insuficiente. E mesmo que eu afirme que a pediatra acompanha o crescimento e a evolução do peso dele, as pessoas não param de opinar contrários à amamentação exclusiva.

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